segunda-feira, 1 de junho de 2015

A importância do Parque urbano Felício Loureiro

Os parques são comummente designados por  zonas verdes visto que são áreas com uma abundante vegetação e sem habitações. São   muito importantes para a qualidade de vida das populações e para o equilíbrio ambiental e podem ser naturais ou urbanos.
A visita de estudo geológico na região Sintra- Mafra-Ericeira iniciou-se no Parque Urbano Felício Loureiro.
Localização do parque
Um parque urbano é um tipo de espaço livre de edificações, normalmente caracterizado como espaço público, no qual há tipicamente abundância de vegetação e áreas não pavimentadas, mas sobretudo localizado dentro de uma região urbana. Nele, estabelecimentos industriais e residenciais são proibidos, e estabelecimentos comerciais são normalmente restritos a quiosques e vendedores ambulantes.
O parque urbano Felício Loureiro é atravessado pelo rio Jamor.

curso do rio Jamor

Um rio é um curso de água superficial e regular, que pode desaguar num outro rio ou no mar. O rio Jamor é um rio português que nasce na serra da Carregueira, no concelho de Sintra, e vai desaguar no rio Tejo, na Cruz Quebrada. Toma o nome de Ribeira de Belas no troço inicial a montante da interseção com a ribeira de Venda Seca. O principal afluente da margem esquerda é a ribeira de Carenque.
O seu leito de cheia corresponde ao parque urbano Felício Loureiro.


Parque de Queluz inundado

O leito do rio corresponde ao espaço ocupado pelas águas do rio, sendo possível distinguir o leito aparente, de cheia(maior) e de estiagem (menor).
O leito aparente é o sulco por onde normalmente se deslocam as águas do rio e os materiais que elas transportam. O leito  de cheia corresponde ao espaço do vale que é inundável em época de cheias. Por sua vez o leito de estiagem é a zona ocupada por uma quantidade menor de água.
Leito de estiagem, aparente e de cheia
O parque ,não só  desempenha um  papel paisagístico  mas é também importante para a conservação e regularização das margens do Rio Jamor.Após a derrocada que se deu em 1967, não se construíram mais habitações no leito de cheia do rio para evitar mais destruições habitacionais que levem a muitos prejuízos.
Quando há grandes chuvadas  as vegetações do parque urbano Felício Loureiro  permitem um melhor escoamento da água , prevenindo deste modo a inundação das áreas vizinhas, desempenhando do por isso a vegetação um papel crucial, visto que mantém as partículas do solo coesas, evitando desastres nessa zona e posteriormente em áreas vizinhas.

Minha opinião :

Eu achei esta visita de estudo muito interessante pois foi uma maneira bastante interessante e apelativa de consolidar a matéria dada e de aprender  sobre a enorme importância do parque urbano Felício Loureiro.

Referências bibliográficas:

  • https://www.youtube.com/watch?v=rQ3uWIzOWV4
  • https://www.flickr.com/groups/cidadedequeluz/pool/48577607@N05/
  • https://www.google.pt/maps/place/Parque+Urbano+Fel%C3%ADcio+Loureiro/@38.754217,-9.259189,16z/data=!4m2!3m1!1s0x0:0x47a08d43bdfa81a9
  • power points fornecidos pela professora



Falha da praia de Ribeira d'Ilhas: falha normal ou inversa?

Falha da praia de Ribeira d’ Ilhas: falha normal ou inversa?


Antes de tudo, o que é uma falha?


                                                   Falha geológica entre dois continentes na Islândia



Uma falha é uma superfície de fratura ao longo da qual ocorreu movimento relativo dos blocos fraturados, sendo esse movimento chamado de rejeito. As falhas podem resultar da actuação de qualquer tipo de tensão (compressiva, distensiva ou cisalhante) em rochas com comportamento frágil.

 
Porquê que é importante conhecer este tipo de estruturas geológicas?



É importante conhecer este tipo de estrutura geológica pois, após a formação de uma falha esta pode manter-se activa por tempo indefinido, levando à formação de sismo por libertação da tensão acumulada, tendo neste caso uma falha activa. Uma falha activa é uma estrutura geológica que resulta de fratura de rochas com formação de blocos que se deslocam uns em relação aos outros. A fronteira entre placas é um exemplo de falha activa e durante a sua actividade podem-se formar novos sistemas de falhas, na sequência da libertação de energia libertada ao longo do plano de falha tectónica.




Particularizando para o caso de Ribeira d’Ilhas em Ericeira:
 
                                                   
Falha inversa da praia de Ribeira d’Ilhas (as setas representam o movimento dos blocos, sendo que o tecto é o bloco que está à esquerda (A) e o bloco o que está à direita é o muro (B))
 
 
 
Existem três tipos de falhas: falha normal, falha inversa e falha de desligamento.
 
A falha de Ribeira d’Ilhas não é uma falha de desligamento, pois não houve movimentos horizontais.
A questão que se coloca agora é: como podemos descobrir se uma falha é inversa ou normal?
Basta olhar-mos para uma determinada camada do tecto ou do muro e observar se esta desceu ou subiu relativamente ao plano de falha. Nós sabemos que o muro é o que se situa abaixo do plano de falha e o tecto é o que se encontra acima do plano de falha. Se essa camada (pertencente ao tecto) tiver descido em relação ao plano de falha então é uma falha normal, se tiver subido é uma falha inversa, que é o caso de Ribeira d’ Ilhas.
Na zona norte da praia para além das falhas são possíveis estudar ainda filões, ou seja, intrusões magmáticas após a ocorrência da falha e ainda orbitolinas, fósseis de animais que habitavam em mares quentes, pouco profundos e calmos. Muito provavelmente esta zona seria um recifal há milhões de anos atrás. A Formação Ribeira d’Ilhas, de idade Barremiano (Era Mesozóica, Período Cretácico), é constituída litologicamente na base, por calcários argilosos e margas, a que sobrepõem uma fácie dominante de calcários arenosos com estratificação oblíqua, dolomias a margas lenhitosas pretas.
 
 
Para além da praia de Ribeira d’Ilhas, também é possível encontrar falhas inversas no Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra, na Bacia do Paraná em Campinas, nos EUA, …
Imagens dessas falhas:
Falhas inversas em arenitos (tons claros na foto), lamitos (tons escuros, rocha sedimentar formada pela litificação de silte e argila em proporções variáveis) e conglomerados (aspecto pontilhado), bairro DICs, leste de campinas (as setas representam o movimento dos blocos)                                         
A- tecto; B- muro 
                                                 
Camadas de piroclastos (tufos) no Complexo Vulcânico de Lisboa-Mafra, deslocadas por efeito de uma falha inversa (compressiva) (as setas representam o movimento dos blocos, sendo que o tecto é o bloco que está à esquerda (A) e o bloco o que está à direita é o muro (B))
 
Falha inversa nos EUA (as setas representam o movimento dos blocos, sendo que o muro é o bloco que está à esquerda (A) e o bloco o que está à direita é o tecto (B))
 
Minha opinião:
Quanto à minha opinião, acho que foi importante realizar este trabalho, não só para complementar a matéria dada, mas também permitiu conhecer a época de formação de Ribeira d’Ilhas, que remonta-nos para a Era Mesozóica.
 
Referências bibliográficas:
 


     

       
         

 
 

 

 
 
 
 
 


 

 


 

 
 
 

 

 
 
 
 
 

Visita de estudo a praia Ribeira d'Ilhas


                                                                             Auréolas Metamórficas

 

 

              No âmbito da disciplina de Biologia e Geologia do 11 ano aprendemos as consequências da ocupação antrópica da faixa litoral, inseridas no subtema zonas costeiras.

     Como é do conhecimento geral cerca de dois terços da superfície da terra são ocupadas pelo mar, a energia mecânica das ondas e das marés é um importante fator modelador, principalmente das faixas costeiras das áreas continentais. O resultado deste fenómeno são as formas de erosão, que são a consequência do movimento das águas do mar sobre a costa. A este desgaste dá-se o nome de abrasão marinha, as consequências desta são notáveis em costas altas e escarpadas a que se dá o nome de arribas. As formas de deposição são outro resultado, observável por exemplo nas plataformas de abrasão. Estas arribas e plataformas existem como pudemos constatar na praia Ribeira d’Ilhas, mas também são observáveis no Vale do Lobo.

                                                  Resultado de imagem para vale do lobo
 

      Para explicar corretamente as estruturas que foram observadas devemos ainda abordar temas como: as rochas sedimentares que são formadas por dois processos: a sedimentogénese – que consiste na meteorização física e química da rocha em questão, seguidas da erosão, transporte e sedimentação e a diagénese- que é o conjunto de dois processos: a compactação e a cimentação que formam rochas consolidadas. As rochas magmáticas são outro tema onde vemos que estas formam-se devido à mobilidade das placas litosféricas, que correspondem a regiões onde as condições de pressão e temperatura permitem a fusão parcial das rochas da crusta e do manto superior originando o magma que mais tarde solidifica no exterior ou no interior da Terra. Como último tema temos as rochas metamórficas, que são as transformações mineralógicas, químicas e estruturais que uma rocha sofre sem se fundir, devido aos fatores de metamorfismo, que são a pressão, a temperatura, o tempo, a tensão e os fluidos de circulação.





     Na praia Ribeira d’Ilhas observou-se mais a Norte, uma chaminé vulcânica constituída por basalto horneblendico, justificando-se esta constituição através dos cristais vistos na rocha que correspondem a horneblenda. Nos lados da chaminé constatou-se a existência de uma rocha de caraterísticas mais claras, originada através do contato do magma quente, proveniente do vulcão, com a rocha sedimentar. O magma de elevadas temperaturas ao alcançar a rocha sedimentar fez com esta se transformasse, dando-se a isto o nome de metamorfismo de contato, onde o principal fator de metamorfismo é o calor. Explica-se assim a existência de uma auréola metamórfica ou orla de metamorfismo, que é um fenómeno bastante impressionante em termos geológicos e que comprova o que foi estudado anteriormente, na arriba da praia de Ribeira d’Ilhas.

                                                                                           Orla de Metamorfismo
                                                                                                             II
                                                                                                             V
               Chaminé Vulcânica   =>      < = Rocha
                                                                                                                      Sedimentar






Licia Freire Monteiro n:16 11.D



Dias da Silva Amparo, Santos Maria Ermelinda, Gramaxo Fernanda, Mesquita Arminda Fernandes, Baldaia Ludovina, Félix José Mário
Terra Universo de Vida: Biologia e Geologia 11. ano 2.a Parte